domingo, 10 de março de 2013

EU quero não ter que querer
ser, ouvir ou fazer
Eu quero estar
estar me basta...

me basta o pouco
pois o pouco é meu
me basta o sonho
pois ele também é meu

estarei contente se assim me quiseres
e se não quiseres tampouco estarei diferente
me basta pouco, não quero sopro
me basta gente...

 Aline Ramos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ó doce menina,
no sorriso encanto
Teu pranto,
não desejo ver romper

Te desejo o canto,
a luz e a lua
Alegria crua,
passos apressados

Menina querida de coração puro
De inocência nos olhos,
carinho consolador
Te desejo a conquista,
vitória bem quista,
A benção, o brilho, a flor.

Te quero perto em dias claros e escuros
De mãos dadas diante o muro
Durante a luta ou labuta
Te quero linda no meu horizonte
Na rua, monte ou vila,
na dança de roda

Sendo também seu forte,
te quero na vida Graça,
primor, amor, AMIGA.

domingo, 16 de dezembro de 2012

GANHEI DE PRESENTE BELÍSSIMO GIRASSOL
Presente belo de pessoa amiga como amável afago de um ser amado
E ELE FLORESCEU, iluminou meu lar
Fez dele ainda mais lar
 Hoje ele morreu, secou, não floresceu
 Mas na memória será sempre presente, ó girassol!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Um filme antigo,
Preto e Branco.
Cenas quetes e puras,
calor brando, livre a censura.

É assim como em retrato,
eternizado no espaço de um único segundo.

Meu filme belo,
em tons de cinza e amarelo,
envelhecido com o tempo.

Traz frescura,
uma certa ternura,
como a chuva,
o sol e o vento.

É um livro,
um livro aberto,
com a história de um deserto e de dois apaixonados.
Um capitulo inscrito,
Uma continuação esperada,
Um trecho não terminado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu sufoco em poesia
e não sinto meu corpo.
toda a vida, em suor e esbravejo
eu sinto, não vejo,
não fui, almejo.

Me falta o ar e sai prosa
um verso, uma trova
Desmaio em sentimento
e desfaleço...

Acordo em sonhos
viajo, retorno
vou e não volto.

Ao ressuscitar,
não sou diferente
não sou lua nem sol poente
Sou pouco pó,
cimento e tijolo... um bolo

E me bato, me amasso
me viro em pedaços
e me descubro
IMENSAMENTE SABOROSO!!!

Que venham as mudanças!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Culpa, odio, ensejo
um lampejo de furia
incontrolavel desejo.

Calor impedido no ato
um fato, um auto-retrato.
Retratando mentiras sentidas
contra verdades vistas.

E sentiu...
Longos e incansaveis beijos
sem sequer beijar
o extase e o suor do cansaço
sem amar...
sem culpa, sem furia, com desejo
tudo ao intermedio do olhar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pacifico oceano de medos
pedra preciosa, erva daninha
vida, morte, esperança
dor, sorte ou lembrança

És para mim o que é
sendo, ou ate sem querer ser
se entregando, negando
medindo, chorando

Dada a dádiva de um dia ter sentido
tal murmúrio de afeto em meus ouvidos
tornou-se doce ternura, forte lamúria
tênue desejo, intensa cura.

No que sinto o toque
me engano...

No tato, a matéria
na alma, oceano.